RSS

o fiM...

12 Setembro 2008






"Seja paciente com tudo que não está resolvido em seu coração, e tente amar as questões por elas mesmas.

Não procure pelas respostas que não podem ser dadas, pois você não seria capaz de vivê-las. E a questão é viver tudo o que há.

Viva as perguntas agora e talvez, sem se aperceber disso, algum dia, você conviverá com as respostas".

Montagem de palavras de RILKE, Rainer Maria. Cartas a um jovem poeta. São Paulo: Globo, 1998. p. 37.



EPÍLOGO


Foram concretas 6.352 visualizações e exatas 165 postagens. Foram três aniversários... dois meus e um do AveSSo. Foram vários selos e mêmes, mas ao completar 1 ano, 8 meses e 15 dias o AveSSo dA ViDa anuncia seu fim.

Aqui busquei um porto e o fiz, de fato, um grande e seguro porto. Fiz confissões à meia lua e me expus. Comecei do nada escrevendo em pseudônimos até a maturidade de me definir... de me revelar "O escritor". Comecei de uma dor e por ela finalizo esta etapa. Aqui fecho as portas do AveSSo e entrego a chave ao tempo.

Ele que durante bem perto de dois anos me ensinou tantas coisas. Ensinou-me a lutar pelo que tanto queria. Mostrou-me que o bom da vida mesmo é o compasso ardente das tentativas, mesmo que nem cheguemos a atingir o tão desejado sonho.

Porque sonhos são tão efêmeros quanto à vontade lúcida de nada disto estar acontecendo, mas está... e não há como negar que coisas mudaram. Mudaram aqui, ali ou em qualquer lugar. Mudaram sem minha anuência e, por certo, por meu incorrigível propósito.

Devotei ao AveSSo o melhor de mim e dele fiz palanque. Entoei versos e declarei vida. Falei de verdades... e esperei calmamente por elas. Vi o antes se tornar real e vi novamente o evaporar disto tudo. Vi, ao som do teclado, muitas coisas ditas. O anonimato que se define e a definição que se afasta. Fiz loucuras e conquistei quem nem se quer me via.

Vi um agosto intenso de corredores e olhares, e de marcas nunca mais iguais.

Fui eu... fui genuinamente este tal Rodolfo. Inteiro e lutando abertamente por ser verdadeiro. Fui eu e desafiei os limites que até então minha mente ditava.

Nestes últimos dias li e reli tudo o escrito desde à tarde de quinta-feira 28 de dezembro de 2006. Foram momentos de evolução. Foi um processo de maturidade na escrita, na forma de expressão, no jeito criterioso de comunicar desejos e na evidente sensação de que podia sempre mais.

No início tudo parecia muito casual e a intenção nunca explícita. No começo, bem lá no começo, eu achava que era impossível chamar atenção num rélis blog novo perdido na imensidão do todo, mas num processo de acreditação as pessoas foram chegando batendo na porta e devagar entrando.

Comecei a ver pessoas dispostas a me seguir... dispostas, antes de tudo, a compartilhar um sonho. Encontrei amigos de verdade num mundo, às vezes, tão fútil. Encontrei outros lugares cheios de intensidade, que me mostraram que o caminho estava certo. Encontrei pessoas, que assim como o escritor aqui, não se furtavam de contar sentimentos.

Sentimentos... ah os sentimentos tão vastos e tão fortes à carne.
Dilacerados em vermelho carmim, emanando vida viva... pendurados à feira municipal.

Compra-se, vende-se, doa-se...

Sentimentos ditos em palavras, em versos, em fotos e em músicas. Sentimentos, antes de tudo, sentidos. Sentidos de dor, de alegria, de comunhão, de desejo, de soberba, de glória, de contentação, de espera...

Sentidos de gente. Gente que fala e que pensa. Gente que comenta... e me fez tanto crescer. Gente que veio aqui gastar um tempo precioso lendo, entendendo, pensando e contribuindo com palavras de incentivo, de afeto, de concordância ou não... mas contribuindo. (Obrigado aos meus amigos... vocês foram e sempre serão importantes. Não quero citar nomes... carinho maior é o contado dia-a-dia).

Contribuição nunca entendida por alguns... nunca ouvida do jeito que tanto contei. É bem verdade que meus escritos nunca foram tão óbvios... e taí a grande chave deste espaço. O dito por mim toma diversos caminhos na prospecção de quem ler. E isto em si é mágico. Magia das boas... das mais apuradas. Magia das palavras de luta.

Amigos... lutar por sentimentos é tarefa para poucos, e isto o AveSSo soube mostrar. O fiz, o disse, o senti, o vi, o vivi... jamais fugi disto.

Ao longo desse tempo todo, o AveSSo dA ViDa nunca me cobrou nada. Estava o tempo todo a me ouvir. Fiz dele um confessionário virtual. Sem medo de ser julgado desenhei aqui verdades ditas outrora a poucos. Andei ao longe num processo de acurácia do meu ser... de refinamento da pungente alma.

Não me resta mais continuar... ao não ser em outros caminhos. Não me resta mais informar... a vida por se só informa e diz em clareza lunar: é hora de ir.

Ir talvez onde nem eu pensaria ir... ir talvez onde o novo me pega pela mão ou só me chama ali na esquina.


Ao todo... ao AveSSo, a você leitor e a mim mesmo... só me resta agradecer e partir.

Levo comigo o intangível, o intocável... o que não posso jamais excluir do peito. Levo comigo a minha trajetória e a minha essência. Tudo o mais fica para sempre longe da minha visão.

Como na minha pessoal vida, algumas portas já se fecharam e hoje mais um ciclo se fecha para renascer em outra instância.

Fica a saudade e o desejo de que tudo não tenha sido em vão, nem mesmo o novo agosto.

Despedidas... intenções... desejos.

Encontraremos-nos em breve.

Todos.



Rodolfo Lima

12 de setembro de 2008.


[ 12 é mágico.. é meu dia e no AveSSo é o 21 que tanto persegui. ]

[ 12 mais dois... e 14, que seja talvez um dia de novas esperanças. ]



Foto: www.theologizando.blogspot.com/2008_03_01_archive

EnFim...

05 Setembro 2008




A um passo do fim... o fim de hoje me leva a caminhos psicodélicos e a cheiros de um corpo presente...

O fim se aproxima lentamente, mas não há 24 horas que nos apague.

Te encontrarei no avesso das duas letras...



"...Eu a sinto mais que nunca
E nesse clima perfeito
Encontraremos um lugar juntos
Na água onde o cheiro da minha emoção

Todo o mundo pode me deixar para trás
Voe na minha Asa-Delta
Viveremos para sempre
Para sempre..."


The Zephyr Song
Red Hot Chili Peppers

veLa...

24 Agosto 2008


Onde uma vela se acende.

É onde vê-la é uma esperança.

Ver lá longe um sentido ainda vivo.


Onde uma vela se acende.

É onde vê-la é uma novidade.

Ver lá perto um desejo latente.


Acendo vela ao dia na certeza de guia à escuridão.


Rodolfo Lima.



Foto:
http://dedonagarganta.files.wordpress.com/2007/10/cropped-vela-site.jpg

dOis...

15 Agosto 2008







"No vão das coisas que a gente disse
não cabe mais sermos somente amigos

E quando eu falo que eu já nem quero
a frase fica pelo AveSSo
Meio na contramão..."

Quem de Nós Dois
Ana Carolina - (Ana Carolina / Dudu Falcão / GianLuca Grignani / Massima Luca)

sAbe...

08 Agosto 2008



Sabe quando chega a hora de ser mais forte do que antes...

de ser mais você sem deixar de ser o outro.

Sabe quando é necessário encontrar entre as nuvens um caminho real...

de deixar de ver o passo do após como mero talvez.

Sabe quando o dia de ontem já não nos diz tantas coisas...

e os medos deixam de ser tão suntuosos.

Sabe quando as decisões antes esquecidas na gaveta do quarto...

tornam-se a nota mais promissora do jornal.

Sabe quando a fuga já não é a melhor escolha...

e é preciso de um novo jeito para se dizer o velho "não".

Sabe quando você esbarra nas correntes que te prendem...

e descobre, sem querer, que já não é tão preso assim.

Sabe quando você começa a enxergar o visível...

e é forçado a separar do coração a visão.


Não é raro perceber que você é bem mais do que sempre imaginou.

Subjugou-se a sua própria incompreensão...

imaginando o que na verdade não seria.

Descobriu-se outro,

sem perceber que de fato... os fatos nem foram aqui mudados.



Rodolfo Lima.



Foto: http://i83.photobucket.com/albums/j296/aquis5/BradHolland.jpg

sAudaDe...

29 Julho 2008


A mais difícil de traduzir...

A que confere um ar...

um cheiro...

um sentir...

uma prensa.


Deveria ter noção de como ela se expõe,

e não viver por aí povoando o sentido.

Deveria, mais ainda, deveria guardar-se em campo sólido e só surgir quando fosse solicitada.

Solicito e ela aparece.

Simples.


Vejo-a... abraço-a e converso na varanda de frente para estação,

e despeço-me sorrateiramente antes que ela invada os poros...

inebrie a mente e sufoque o pouco ar ainda gasto da cinza fumaça.

Bato porta adentro e deixo-a evapora-se nas lembranças de uma gota salina.


Mas teimosia não se corrige com vontades... aliás delas se alimentam.

E se a saudade é um ser pensante... e eu acho que o é, faz exatamente o contrário

e de minuto em minuto se faz presente,

num mar de marcantes vírgulas.


Saudade vai trazer...

Saudade vem te levar..

Saudade te deixa onde eu te guardar.


Rodolfo Lima



Em homenagem ao dia de hoje... ao dia 29.



Foto: bp1.blogger.com/.../-jm00s3oro0/s400/saudade.jpg

aMor...

23 Julho 2008



Ô resignado amor

desfeito, malfeito e incoerente.

porque não sentis o que tanto sentis.

porque não vive o que a ti só vive.


Ô incrédulo amor

pugente, descrente e maldizente.

porque não ativas o sangue vivo que em ti corre.

porque não executa a luta de tantos lutos.


Ô grande amor

glorificado, participado e fluente.

porque não colabora com o sonho da gente.

porque não para para descansar.


O dito de hoje sobrepõe o ontem, do ontem... do anteontem.


Rodolfo Lima.



Foto:
http://farm1.static.flickr.com/145/400126491_a9d93658f2_o.jpg

Esta foto foi retirada do site (
http://www.tiagolima.com/).

Tiago Lima - irmão e fotógrafo.

vÉrtiCeS...

20 Julho 2008



Decoro palavras bonitas que num vão se perdem.
Enfeito paredes por onde nem o objeto passa.

Acredito em verdades contadas por esse tal "eu".
Determino fins onde nem começos começaram.

Fantasio toques em sentido acordado.
Eternizo etapas do agosto que virá.

Sucumbo ao som cardíaco.
Economizo sentimentos por não tê-los revelados.

E vivo...

numa vértice de verbos em pessoa primeira...

em odes de um querido fim.



O incrédulo pensaria que estou blefando.
O grotesco levaria a ignorância.
O animado nunca pensaria no pior.

Vivo de conjugar a tríade...




Rodolfo Lima.

33 aNos...

12 Julho 2008




Aos 33 pequenas coisas precisam ser ditas.


Este sou eu...

Sou um chato assumido e nem me preocupo com isso.
Sou transparente nos meus sentimentos... meus olhos dizem "tudo" de mim.

Amo uma boa cerveja... amarga. Detesto cerveja tipo "redonda".. tipo aguada. Sou fã de carteirinha de umas boas doses de malte... um bom malte. Não bebo bebida alcoólica doce.

Não curto trair a mim mesmo, mesmo que seja para satisfazer um desejo alheio.
Não vou a lugares que não quero.

Sou tipicamente adepto a família, mesmo que por vezes nem pareça o ser. Amo meu pai e minha mãe e trago comigo vertentes bem distintas. Herdei o lado turrão do meu pai e o jeito sentimental e saudosista da minha mãe. Esta sim luta para ser só feliz e parece que eu trouxe isto no gene.

Aprendi a chorar.. é, a chorar mesmo e nem me arrependo disso. Nem por mim, nem por ninguém, nem por local.. eu deixo de molhar o rosto quando eu tenho um bom motivo.

Emoção não expressa.. é doença futura na certa.

Sou um romântico de primeira e isso é tão raro num mundo tão frio.

Tenho fascínio por crianças.. obedientes e educadas. Tenho um desejo enorme de ser pai.. é, pode de ser a melhor das minhas loucuras. Imagino-me brincando com eles após um dia perturbado de trabalho. Quero ser igualzinho ao meu pai, ensinar o dever de casa e contar histórias para dormir.

Não curto ser usado.. você pode até fazer isto, mas não permita jamais que eu descubra. Não sou organizado, nem ao menos perfeccionista.. sou chato mesmo e gosto das coisinhas do meu jeito, nem que seja naquela bagunça organizada.

Sei ouvir, sei mudar, sei ser diferente.. só saiba me convencer disto.

Aprendi a dizer "eu te amo".

Tenho um excesso incorrigível de expectativa e reconheço que isso não é bom.

Concentro-me em várias coisas ao mesmo tempo, mas só se tiver sozinho.

Sou indeciso desde criançinha, mas no fim só faço o que originalmente eu queria.
Quando eu era pequeno eu acreditava que o ar em movimento transformava-se em água e vivia a pôr a cabeça fora do carro esperando por ela. Chamava laranja de "adenha" e leão de "eleon"... isso é possível?

Aos poucos anos descobri que Papai Noel não existia ao encontrar meu presente na casa de minha tia. Tenho saudade do tempo que eu e meu primo carregávamos madeira para acender a fogueira com minha avó. A dançar gonzagão com a turma de primos. A andar de bicicleta por horas a fio... a organizar com eles festa para a família.

Tive tudo o que uma boa criança teve... sarampo, caxumba, catapora, rubéola... e fui salvo delas. Guardo até hoje minhas bolas de gudes da sorte. Tive um falcon (de macacão vermelho) na infância daqueles de fazer inveja a qualquer criança. Curto assistir séries desde o tempo de sessão aventura e até hoje sou seguidor delas.

Não sei me relacionar com empréstimos, porque não sei cobrar a quem me deve.

Detesto o óbvio. Acho-me, às vezes, complexo demais para este mundo de facilidades mil.

Escrevo todo ano, neste dia, numa agenda desde os meus 13 anos de idade.
E lá se vão 20 anos...

Já fiz muita "merda" por aí... já perdi chances boas de ser feliz, mas nunca desisti delas.

Tenho um irmão com quem tive boas brigas, mas o amo de verdade... e me dói a possibilidade de nunca nos entendermos totalmente. Não conheço uma boa parte da minha família espalhada por este Brasil. Não conheço a sensação de ter uma família grande por perto, mas morro de vontade disto.

Tenho uma "tara" por trocar o que compro... é raro quando isso não acontece. Tenho que usar logo para que esse mal passe.

Amo mesmo quem me faz bem e sou capaz de esquecer de mim por elas.

Não curto gente fútil. Não tenho paciência com gente burra e mais, tenho raiva dos falsos inteligentes. Não me relaciono com ninguém que não tenha, pelo menos, o mesmo QI que o meu. Só ensino uma vez... se não entender pergunte.
Sou brigão e resmungador, mas acabo fazendo tudo do qual outrora brigava.

Quem se habilita a me conhecer de perto me vê diferente.

Quando não brigo... é sinal de apatia. Nestas horas, nem adianta meu amigo, nada irei fazer.
Sei desprezar alguém com a mais dura das penas.. a indiferença.

Há horas que me assemelho a uma criança de 5 anos louco por atenção e colo... noutras me agiganto e pareço um senhor de 60 e poucos anos de tão conservador.

Sei amar de verdade.
Sou amado de verdade.

Sou viciado em música. Ouço mil vezes a mesma música, até quem estiver perto reclamar. Curto boa música.. só não escuto rock pauleira. Atualmente estou ouvindo muito Amy Winehouse.

Curto carnaval... curto "meu" camaleão... minha eterna paixão.

Já fiz aula de canto com apresentação e tudo. Já fiz curso de gastronomia. Já fiz aula de forró... e me descobrir fazendo o que eu só fazia em rascunho. Descobrir essa pseudo e falsa escrita. Há loucos que me lêem. Há normais que nem entendem o que eu penso, mas é certo que há verdade nas palavras que transformo em versos.

Admito... não sou tão fã de futebol assim e nem me culpo por isso.

Quando criança tinha um cabelo grande. Hoje me falta. E acredito que depois dos 30 há uma profunda erosão à vista. Já tomei finasterida e abandonei esta prática. Tô conformado ao ver meu pai e parentes.

Já machuquei muita gente em busca do fatal amor. Já tive o peito ferido por ele algumas vezes. Hoje a maturidade me trouxe convicção.

Quando eu estou calado e me perguntam o que é... se eu responder que não é nada, saibam de uma coisa: Eu tô sim com algo me incomodando só não quero falar neste momento. Se você me der meia hora eu me resolvo e volto ao seu lado.

Já tive muito medo da morte. Hoje em dia a espero tanto quanto espero o passar dos dias. Aliás, desde a adolescência tenho em mim que irei morrer jovem. E não é profecia, nem dogma, nem predicados depressivos. Na verdade nem eu sei explicar direito esta sensação.

Não sou popular, mas tenho poucos e sinceros amigos.
Fundei até um clube.

Sou um bobo... acredito nas pessoas. Sou um bobo... ainda tenho tanto a aprender e acho que posso ensinar algo a alguém.

Já plantei um pé de acerola. Não sou vegetariano, mas curto saladas. Não sou carnívoro, mas sou louco por carne vermelha. Não como nada que tenha coco. Nem beterraba.

Tenho que comer várias vezes por dia.
Passar fome me deixa mau-humorado.

Aliás, como todo bom chato... sou arghhh.. por vezes, mau humorado. Sou crítico à beça.. e amo o convívio com pessoas de humor cínico.. negro..r.s..

Já passei 1 ano e 2 meses sem provar em refrigerante. Já passei desta fase. Detesto acordar cedo. Não curto malhar, mas acordo quase todos os dias às 06hs e vou para academia. É quase uma imposição a mim mesmo.

Sou viciado em carinho, em colo, em um sorriso desprentencioso e cheio de palavras... amo atenção.
Sei fazer uma boa massagem.

Entrego-me por inteiro a quem gosto.
Sou solicitado... sou solícito. Abandonei uma crença, mas não abandonei a Deus. Sei que um dia a ti voltarei.

Descobri que quanto mais perto estivermos do nosso "eu" maior a probabilidade de sermos felizes. Descobri que é preciso sim encontrar alguém que nos ame de verdade e que esteja suficientemente convicta a dividir os melhores e piores momentos de uma vida a dois.

Sou de cumprir promessas... as que ti fiz, as que me fiz.. as mais difíceis possíveis, as que nos darão muito prazer se feitas a quatro mãos.



Este sou eu... muito prazer.

Te dou a chance de ir depois da verdade.

Te dou minutos para isto.

Mas se decidir ficar que seja para sempre.

Menos que isso eu não permito.




Feliz Aniversário a mim e a todos do dia 12!!!


Rodolfo Lima.
33 anos - 12/07/2008




"Resgate suas forças e se sinta bem, rompendo a sombra da própria loucura.
Cuide de quem corre do seu lado e de quem te quer bem
Essa é a coisa mais pura...

...Só o AMOR constrói pontes indestrutíveis".


Pontes Indestrutíveis
(Charlie Brown Jr)

Foto:
http://www.bemparana.com.br/craques-e-caneladas/wp-content/uploads/2007/08/33.png

bRasÍliA...

27 Junho 2008


Aí estive e aí passei dias ótimos.

E três pilares me acolheram...

Meu amor (grande amor), minha família (que bom foi encontrar uma parte da família ainda há desbravar, ainda há muito aprender) e meus amigos.

Este aí é o Fernando, do Coluna Fantasma, e eu direto do Palácio do Planalto.

Bom te conhecer rapá...

Faltou a Ingrith e o Ronaldo, mas isto a gente resolve na próxima ida.

Dias de pequenos gestos e grandes sentidos.


"Todos tentam realizar alguma coisa grande não percebendo que a vida é composta de pequenas coisas"

Frank A. Clark

mÓbiLe...

16 Junho 2008



Num dito dia poderemos ser somente seres...

de finada fonte.

Neste... talvez amanhã seremos capazes de dizer verdades

em conjugada serenata.


Encontraremos enfim calma na aguçada voz...

no grito que hoje me ativa...

me excita.


Me intriga.


E faz-me comprar compreensão a toque de caixa

na rua deserta...

da inútil alma.


E quem me vende... tira-me do móbile urgente.


... compreensão de lago também enche.



Rodolfo Lima



Ouvindo a música de ontem:

Um Móbile no Furacão
Paulinho Moska



Foto:
http://sp3.fotologs.net/photo/19/38/116/fotto/1201568324_f.jpg

hÁ coIsaS quE o teMpO cuIDa bEm...

12 Junho 2008





Onde os versos deste meu "eu" se completam?

Onde as odes deste círculo se entrelaçam a vida refeita?

Onde há caminhos a percorrer nesta longa trajetória?

Onde há chão para andar?


Que ainda dizer?

Que ainda importa dizer?


Muito...

e sempre.


Redundante pensar ao refém sentido.



Conte-me suas horas que contarei as minhas.

Fale-me de sonhos e contigo sonharei.


Deixa-me sentir na serena flor o lírio dos seus beijos.

Senta à terra e constrói em mãos um (pre)destinado caminho.

Vem aqui... ouve sons, agora sensatos, que um dia o incauto coração balbuciou.


Veja o medo e o acerto como fins de um papel escrito a erros.

E desafia-me a ser visto com os mesmos olhos.


Chore se preciso for... mas o faça só de saudades.

Saudade que de longe aumenta e nos faz definida.


Não pense em ser diferente, embora concilie o bom senso.

Não pense que sem ceder seremos eternos.


Resguarde a essência viva de nós dois.


Acredita nas horas e na força dos anos.

Acredita no fatal e emblemático 21.

Luta aí que eu luto aqui pela preservação.


Projeta atributos e declare-se assim...

no simples jeito sutil e bem pessoal de ser.

Deixa que o contemplo e o aproximo em flores,

versos, sons e objetos.


Conjugue "nós" a tantos e tantos verbos que outrora

só viviam à expressão do latim ego.

Permita-se amar e ser amada.

Permita-me dizer isto.


Reveja o ontem só para lembrar que faz tanto tempo...

tanto tempo...

que a menina de cabelos curtos e o então moço ao som de um baile

escreveram letras de uma longa história.


História contada, dilacerada, revidada, cortada...

amada, subjugada, solicitada.

História persistente, eficiente, comumente...

apaixonadamente.


Refaz aqui pedidos e votos.

Diz-me que os comungo.

Evoca o que um dia o fiz sem saber...

Evoca ao tempo...


Ele, senhor de tudo, o fez, o faz...

Amplia o que a natureza imperfeita só ver

no ângulo mais pessoal possível.


Ele que aqui o chamo de meu, seu e de quem mais

dele evocar...

Ele que sabiamente me faz ver... me faz dizer:

- Há coisas que o tempo cuida bem.

Cuidou, em segredo, do nosso amor.


A ti e a nós.


Rodolfo Lima


Foto: http://acordomar.blogs.sapo.pt/arquivo/carinho1.jpg



Chega de Saudade - Milton Nascimento

aSSustA-mE...

05 Junho 2008


Assusta-me o plano do imenso futuro e sua (in)eficaz sapiência.

Assusta-me as bolhas não estouradas deste bordeaux.

Assusta-me o frio envolto na pele seca.

Assusta-me as glórias da santa madre glória jogadas a termo do próprio esquecimento,

mas nada mais me assusta que o eco do fatal comodismo.

Que dele vozes se calem e transponham a ermo.

Que o silêncio magistral do decisório caminho ecloda baixinho...

e traga-me um eixo único.


Assusta-me correr ao nada.

Assusta-me lutar por lutas já expostas em sangue ardente.

Assusta-me pensar que ao ralo vou.

Assusta-me o pior dos pensamentos... o da rejeição de mim mesmo,

mas nada mais me assusta que o não poder reagir.


Reajo...

Refaço..

Revivo.


E por aí vou adiante, confiante que ainda resido em forças.

Cravadas em mais um suspiro.



Rodolfo Lima


Foto:
http://flash.blog.simplesnet.pt/archive/461784-thumb.jpg

pOrtAs abErtaS...

27 Maio 2008



Depois de uma longa ausência o AveSSo retorna as suas origens. Foram inúmeras horas ou talvez alguns poucos dias.

Para mim foi uma eternidade...

Neste tempo revi e curti muita coisa boa. Ajudei ou só me fiz de ajuda.

Voei pelo inconsciente coletivo de dois e busquei ser talvez o que difere do montante.

E caí na segura forma de ser.

Caí em mim mesmo, onde o agora me retorna e onde o amanhã me diz concretas palavras.

Volto ao dito...

E quem quiser que venha me acompanhar.

Portas abertas.



E mesmo assim fica interessante
Não ser o avesso do que eu era antes...


Kid Abelha – George Israel / Paula Toller



Foto:
http://blog.atelierdaapredizagem.net/up/a/at/blog.atelierdaapredizagem.net/img/abra_portas_menor.JPG

é 150...

21 Abril 2008



Hoje é dia 21... também dia de 150 postagens...

O AveSSo reverencia estes dois momentos e convida a ler ao que considera uma homenagem.



Ignoro o antes dito na sutil ironia do nunca dizer.

Devoro a presença do hoje na total impostura do ontem sobreviver.

Transito no caos do que fui a contesto ao que nunca serei.

Evoco ao após na vasta certeza de onde meus pés me levarão.

Ao rio...


Edito fotos na incumbência de vê-las reveladas.

Transformo seu pensar na anuência do que em mim fala.

Reúno fatos e transcrevo atos.

Revivo neurônios que vicejam ao acorde sonoro de um só destino...

Ao rio.


Rodolfo Lima



Foto:
http://i9.photobucket.com/albums/a93/sivananda01/copacabana-em-pb.jpg